Este site nasceu de uma coisa simples: guardar, em um só lugar, tudo o que faz sentido para quem coleciona o die cast de Saint Seiya de verdade — o metal pesado, as caixas com janela, os manuais dobrados, os selos de lacre. Nada de linhas de plástico articulado com selo de aprovação de 2003 em diante. Aqui o corte é claro: se não é die cast de época, não entra.
O ponto de partida é sempre o mesmo: Bandai Japão, 1987 a 1989 — Bronze, Prata, Aço, Ouro, os Guerreiros Divinos de Asgard, as Marinas de Poseidon. Depois vem o resto do mundo: a Bandai España produziu os Cavaleiros de Ouro como carro-chefe para entrar no mercado espanhol, no início dos anos 90 — e foi essa mesma edição, com texto em espanhol, que a Samtoy trouxe para o Brasil em 1994, praticamente junto com a estreia da série na TV Manchete. O boneco ainda teve vida longa por aqui: voltou às lojas em 2003, numa caixa mais simples, e retornou em 2004 numa produção feita em Hong Kong, a "HK DieCast". A linha paralela da Giochi Preziosi correu por fora, na Itália, e a Espanha ganhou sua própria reedição dos Cavaleiros de Ouro em 2006.
Nomeação também é coisa de colecionador. Aqui no Brasil crescemos chamando o protagonista de "Seiya de Pégaso" — nome da dublagem. Mas quem compra e vende a peça de metal internacionalmente, inclusive nas próprias caixas japonesas originais, usa o nome da constelação em inglês: "Pegasus Seiya", "Dragon Shiryu", "Cygnus Hyoga", e assim por diante. Este arquivo tenta honrar as duas tradições: o nome de tela, que é afetivo, e o nome de colecionador, que é o que aparece no boneco e no mercado internacional.
E tem os bootlegs — que goste-se ou não, fazem parte da história real do hobby. Saint Fighter, Warrior Saint Seiya, Robot Warrior Cloth, as versões de Taiwan e Hong Kong: produções não oficiais que, para muita gente, foram a única forma de ter uma armadura de bronze na estante nos anos 90. Elas estão catalogadas aqui com o mesmo cuidado, cada uma no seu devido lugar.
Este não é um catálogo de loja nem uma enciclopédia oficial. É um arquivo pessoal, construído peça por peça, foto por foto — a ideia é que baste fotografar o item, colar o arquivo na pasta certa, e a página já mostrar tudo sozinha. Sem retrabalho, sem precisar mexer em código toda vez que chega uma peça nova.